Como você se tornou pai?

Meu genro Jorge André, minha filha Alessandra e minhas netas, Bruna, Mirela e Giovana.

Neste Dia dos Pais, nossa homenagem é de agradecimento ao Pai Maior, por permitir que pudéssemos sentir a sua presença, através do amor, do cuidado e do carinho dos pais terrenos.

Por estarmos comemorando neste domingo, o Dia dos Pais, a nossa reflexão diz respeito a paternidade.

Quando você se tornou pai?

Se respondeu: quando meu filho (a), nasceu, respondeu errado. O fato de contribuir para um novo ser vir ao mundo não o torna pai. Muitas crianças vieram ao mundo sem que aquele que seria seu genitor tomasse conhecimento de sua existência, o que não os tornou pais.

O homem se torna pai, quando se responsabiliza pelo pequeno ser que gerou. Essa responsabilidade não se limita apenas aos primeiros dias de vida ou infância, mas, se estende por toda existência. Consideremos, também que, muitas crianças trazidas ao lar pelas bênçãos da adoção, recebem do pai o mesmo carinho dedicado aos filhos da carne.

A paternidade, portanto, é missão e ao mesmo tempo, dever. A esse respeito, Allan Kardec, na questão 582 de O Livro dos Espíritos, interroga se a paternidade pode ser considerada como missão e, os Espíritos respondem:

“Sem dúvidas que é uma verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que o homem pensa, a sua responsabilidade quanto ao futuro. Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem, e lhes facilitou a tarefa dando àquele uma organização fraca e delicada, que o torna propício a todas as impressões. No entanto, há muitos que mais cuidam de aprumar as árvores do seu jardim e de fazê-las dar bons frutos em abundância, do que de formar o caráter de seu filho. Se este vier a falir por culpa deles, suportarão os desgostos resultantes dessa queda e partilharão dos sofrimentos do filho na vida futura, por não terem feito o que lhes estava ao alcance para que ele avançasse na estrada do bem.”

Dessa forma, compreendemos que, a paternidade é projeto divino e que o Criador conta com os pais da Terra, na condução de seus filhos em trânsito pela estrada da evolução. E que o filho, um dia, experienciará a paternidade, onde transmitirá a seus filhos o aprendizado recebido dos pais.

Um livro intitulado The Parent’s Handbook ou “Manual dos Pais”, sugere sete regras básicas para ser um bom pai:

1ª – comporte-se naturalmente.
Dê atenção na medida certa. Se você exagerar com frequência, quando por qualquer motivo reduzir sua atenção, seu filho se sentirá desprezado.

2ª – diga sempre a seu filho que o ama. Principalmente quando ele não espera esse tipo de declaração. Não economize nos gestos. Beijos, carinhos, abraços, emoção, muitas vezes valem mais que uma dezena de atitudes.

3ª – vale mais encorajar do que repreender; incentivar do que premiar. Dizer com sinceridade: “eu confio na sua capacidade de decisão”, eu aposto no seu discernimento”.

4ª – ouça seu filho! (Talvez, a mais importante das recomendações). Aprenda a ouvir o que ele tem a dizer. Ouça tudo e até o fim. Não interrompa, não conclua nem o obrigue a concluir no meio do relato. Mais do que a sua opinião ele quer contar para você…

5ª – mesmo diante de uma aparente falta grave, procure não criticá-lo duramente. Deixe que ele lhe dê as próprias razões. Se você não se convencer, tente refletir em conjunto, ajudando-o a perceber o que o levou a errar, tornando-o capaz de identificar o erro.

6ª – por mais certeza que você tenha do que vai acontecer, nos casos que não ponham em risco a integridade de seu filho, permita que ele experimente e conclua por si mesmo. O melhor aprendizado ainda é o da própria experiência.

7ª – trate seu filho com a mesma educação e cordialidade que você reserva para seus amigos. Agindo assim, por certo ele acabará se tornando o melhor de todos os seus amigos.

Essas regras não definem o “Pai Perfeito”, mas, aqueles que a seguirem, trilharão uma estrada de bênçãos, na condução de seus filhos rumo a evolução.

De minha parte, acrescentaria uma 8ª regra: apresente seu filho a Jesus.

“Quando Jesus se adentra no lar, a família se reconstrói e os seus membros descobrem os objetivos da consanguinidade, estabelecendo metas de dignificação, que são alcançadas a pouco e pouco,” diz o Espírito Joanna de Ângelis.

Feliz Dia dos Pais!

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