Dica de Leitura – Eu sou Malala

Quando li o livro – Eu sou Malala –  confesso que apesar dos noticiários relatarem a situação de países como o em que nasceu e cresceu Malala, nada se compara ao relato dela, sobre como a região em que vivia foi aos poucos sendo dominada pelos Talibãs e pior, a condição em que as mulheres são criadas, sem direito a educação e até mesmo ir e vir, sem a companhia de um homem, que seja seu pai ou um familiar.

Utilizando uma FM clandestina, os talibãs começaram a envolver a população do vale do Swat no Paquistão, transmitindo ensinamentos do Corão e, paulatinamente, foram ganhando a confiança das pessoas que, totalmente desassitidas pelo governo local, passaram a buscar ajuda para a resolução de problemas há muito sem solução. Os problemas tinham resolução imediata, mesmo que a força fosse utilizada, recurso aprovado pelo povo da região, instruídos na lei do olho por olho e dente por dente.

Não demorou muito para que as mulheres da região fossem orientadas a fazerem doação de suas jóias de famílias, o que favoreceu a construção de abrigos e compra de armas pesadas para os talibãs, que passaram a circular pela cidade, em carros munidos de metralhadoras e, em pouco tempo, expulsaram o policiamento local, ficando o comando da região entregue aos talibãs.

Daí em diante, as mulheres passaram a ser aconselhadas a deixarem de ir às escolas e seus nomes eram citados na emissora de rádio e parabenizadas. Não demorou muito para que as escolas fossem proibidas de lecionarem para mulheres, sendo inúmeras delas fechadas ou bombardeadas para que fossem cumpridas as ordens talibãs.

Mulheres que tinham liberdade de frequentar mercados e transitar livremente pela cidade, foram proibidas de saírem de casa sem cobrir o rosto e usarem a burca que cobre todo o corpo e até o rosto, além de serem obrigadas a serem acompanhadas do pai ou parentes.

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Burca – Imagem: Wikipédia

Em meio a todo esse cenário, Malala persiste na sua luta pelo direito à educação o que resulta no atentado que quase tirou sua vida, em 9 de outubro de 2012. Apesar de muito jovem, a sua luta alcançou repercussão no mundo inteiro, embora pouco tenha mudado no seu país.

Uma leitura interessante!

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