Calcanhar de Aquiles

Na mitológica Grécia, Tétis, filha de um deus, desposa um mortal, o rei Peleu, nascendo dessa união Aquiles. Tétis, no entanto, recusa-se a aceitar que a criança nascida de seu ventre não possa ter uma vida infinita, e busca um meio de torná-la imortal.

Com um manto, procura abafar o choro do filho recém-nascido e o conduz a uma clareira onde resplandece um fogo prateado, que surgia do nada. A mãe, meio amedrontada, retira o pequenino Aquiles de entre os panos e o mergulha nas chamas incandescentes e pálidas. Ele grita de dor, mas ainda não pode pedir socorro. Durante várias noites, Tétis expõe a bela criança às labaredas alvas e solitárias, curando logo em seguida suas queimaduras com ambrosia – manjar dos deuses do Olimpo.

A deusa sabe que só assim o filho conquistará a imortalidade; ela sofre, mas entende que pouco a pouco vai tornando Aquiles imune às doenças e à morte.

Na noite em que Tétis completaria sua tarefa, Peleu arranca-lhe a criança dos braços. Acredita que sua mulher seja uma criminosa desalmada. Apesar das súplicas, por meio das quais ela tenta explicar suas razões, ele se mantém completamente surdo. Demonstrando estranheza e incompreensão, enfurecido, foge com o filho.

Naquela noite, Tétis tornaria Aquiles invulnerável por completo. Infelizmente, ela não se lembrou de proteger-lhe o calcanhar, por onde sempre o segurava. Por ironia do destino, no cerco de Tróia, Aquiles, já moço, foi mortalmente atingido por uma flecha envenenada… no calcanhar.

(…) Seu “calcanhar de Aquiles” são seus pontos vulneráveis – áreas de seu psiquismo suscetíveis ao desequilíbrio, bloqueadores do desenvolvimento de sua paz interior.

Portanto, investigue calmamente seus comportamentos auto-destrutivos. Apenas poderá alterá-los dia após dia, pois à medida que você se tornar consciente de como eles agem em seu corpo físico é que começará a transformá-los, ou seja, libertar-se de suas cruzes e lágrimas.

O rei Peleu, que era mortal, é o símbolo dos seres incapazes de ir além da visão material das enfermidades. Ocupam-se dos efeitos, não das causas.

O conhecimento que você adquire ao longo das experiências terrenas serve para desenvolver suas virtudes inerentes e extinguir tudo o que há em você de deficiente.

Dessa forma, ele lhe proporcionará o controle pleno da vida.

A doença seria evitável se você pudesse perceber os erros que está perpetuando.

Podem ser desta ou de outras existências. Problemas de saúde não são punições, mas atitudes negativas que você não modifica e que atraem sempre novos problemas.

O que acontece é que a criatura envenena os ares, tisna os lagos, polui os oceanos e depois culpa a Natureza. Se você corrigir seus erros através dos recursos mentais e espirituais que possui, não precisará passar pelas severas lições da insanidade.

Poucos seres humanos transitaram pela Terra isentos, desde o nascimento, da enfermidade. Temos como exemplo o Cristo, consciência liberta, vivendo a plenitude do amor. Os níveis superiores da vida não são atingidos pelos elementos venenosos que geram as moléstias.

(…) As toxinas não entram apenas através dos alimentos, mas também por meio de pensamentos e condutas inadequadas, que se transformam em energias negativas e vão se alojar no campo mental. Caso não sejam combatidas, poderão causar sérios danos ao corpo somático. Moléstias aparentemente inexplicáveis são decorrências do grande acúmulo de vibrações negativas no transcorrer do tempo.

É necessário limpar a mente e sanear o coração das emoções do pessimismo, dos preconceitos, dos complexos de culpa, dos murmúrios da inveja e das ansiedades. Esse sofrimento cravado em sua alma são posturas em desalinho conservadas há muito tempo. São “retalhos” de ilusão que você colecionou na “colcha” de seu destino.

Confie nas forças divinas que regem sua vida. Se você quer uma psicosfera saudável, modifique suas atitudes íntimas; assim alcançará a cura definitiva.

Da obra – Conviver e Melhorar – pelo Espírito Lourdes Catherine, psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto.

 

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