Precisamos pagar pela imortalidade e morrer várias vezes enquanto estamos vivos.

Lendo a obra – Nietzsche para estressados, do autor Allan Percy, entre as 99 doses de filosofia para despertar a mente e combater as preocupações, abordadas pelo autor, chamou a minha atenção a de número quatro, conforme transcrevi:

Nietzsche sugere que não há apenas uma morte ao longo da existência humana. No decorrer da vida, vamos vencendo etapas e devemos morrer – simbolicamente – para podermos nascer no estágio seguinte.

Essa transição de uma vida a outra é o que as tribos mais ligadas à terra chamam de “rito de passagem”.

Um bom exercício para tomar consciência das vidas que existem dentro de nossa vida é fazer uma relação das etapas que já superamos e verificar se houve algum rito de passagem  entre uma e outra. Depois podemos perguntar a nós mesmos: “Qual é a próxima vida em que quero nascer?”

Lendo o texto, fiquei a pensar: quantas vidas, nesta vida? Quantos aprendizados? As ilusões e as superficialidades ficaram para trás. A realidade se impôs e, o que é relevante, é o que permanece. Ainda pretendo viver muitas vidas, nesta vida, e realizar alguns sonhos possíveis. Assim como, espero alcançar muitos renascimentos naqueles que seguem comigo nesta jornada.

A próxima vida em que quero nascer, diz respeito a um sonho antigo e que agora acena com a possibilidade de se concretizar: graduar-me em psicologia. Esse, meu próximo rito de passagem!

Imagem: Chico Rasta

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