A vida do homem tende a ser aquilo que ele pensa

Relendo a obra – Mediunidade, corpo e alma – me deparei com esta mensagem, intitulada, “Ninguém nada lucra” e, decidi publicá-la para que alcance um maior número de leitores. Esta mensagem é um alerta, pois que, detalha as condições que podem levar o ser a desistir de viver, enveredando pela prática do suicídio. Como ainda estamos no mês de setembro, em plena realização da campanha “Setembro Amarelo”, faço esse registro. A mensagem é longa, mas, vale a pena ser lida.

Ninguém nada lucra com o desespero, com a angústia, com os seus estados de abatimento espiritual. Não raro, premido pelas dificuldades do cotidiano, pelas lutas que lhe exaurem as forças, o homem se permite a amargura, esse estado espiritual indefinível, rotulado de mil nomes…

É importante que o homem reaja contra o desalento, a tristeza em que se demora; é preciso que ele se liberte do pessimismo e não cultive ideias que o fragilizem, invés de fortalecê-lo.

A esperança também é um problema de direcionamento do pensamento. É indispensável que o homem busque para si ideias positivas, quadros motivadores da alegria, uma conversação edificante, porque muitos, imperceptivelmente, adoecem, se debilitam emocionalmente; sem que se apercebam, descem, degrau a degrau, a escada que os conduz ao fundo do poço…

Ninguém deve brincar com as palavras, com as emoções, com os pensamentos… A vida do homem tende a ser aquilo que ele pensa; é o pensamento que conduz a vida; ele é, sem dúvida, o leme da embarcação da existência física!…

É imprescindível que o homem se despoje de tudo o que não lhe seja útil na jornada que empreende. Que procure a convivência sadia com os amigos, que policie o verbo, que refute a tentação que assoma de suas próprias inferioridades, porquanto o desespero, a angústia, esse estado indefinível de abatimento espiritual que desalenta o homem, começa, quase sempre, de um pequeno deslize, de um insignificante comentário, de uma pequena atitude invigilante, de um pensamento infeliz que se concebe…

De repente, os olhos do homem, feitos para a luz, começam a ver a escuridão em tudo e em todos, enxergam apenas desarmonia, injustiça, arbitrariedade, infidelidade, dentro de casa, no ambiente de trabalho profissional e, até mesmo, junto aos companheiros de fé…

De repente, os ouvidos do homem, feitos para os sons harmoniosos da Criação, começam a registrar palavras de pessimismo e de condenação, de desânimo e de incerteza…

Nesses instantes, o homem se sente sem oxigênio puro e, asfixiado, debate-se muitas vezes, tentando, em vão, libertar-se da teia que ele próprio entreteceu…

Necessitamos, todos nós, os que confiamos em Jesus e os que procuram vivenciar-lhe os ensinamentos, de reagir seguidamente, sem pausa, contra esses estados depressivos que trazem grande prejuízo à alma, anulando-lhe a capacidade de realizar, de construir, de fazer e de caminhar sem embaraços na direção da felicidade.

Que Jesus nos abençõe, encoraje e fortaleça, no sentido de que possamos permanecer sempre vigilantes contra as vozes que ecoam dentro de nós mesmos, oriundas de nós ou dos outros, incentivando-nos ao fracasso, à apatia e ao desalento da vida!…

Irmão José

Do livro – Mediunidade, corpo e alma – Carlos A. Baccelli

(Imagem: Minerva Studio/shutterstock.com)
Compartilhe:

Deixe uma resposta