A lenda da Fênix. O que essa lenda pode nos ensinar?

Na mitologia egípcia, havia uma ave que tinha o mesmo tamanho de uma águia, mas que dela se diferenciava por possuir olhos que brilhavam como as estrelas, penas douradas na crista e no pescoço, penas de cor púrpura no corpo e grandes plumas brancas na cauda. Era a Fênix.

A Fênix podia viver até mil anos e conseguia pressentir o momento exato da sua morte. À véspera do seu último dia de vida, ela construía o seu próprio túmulo, que consistia num ninho confeccionado com folhas secas de palmeiras e de gravetos secos perfumados. Ao final do seu trabalho, aconchegava-se nesse ninho e entoava melodias tão belas quanto tristes, evidenciando toda a melancolia que lhe atormentava a alma. Quando chegava o momento de deixar este mundo, restando-lhe apenas um sopro de vida, ela começava a movimentar as asas e agitar todas as plumas do seu corpo, refletindo a luz do sol sobre os gravetos secos, provocando um enorme e magnífico incêndio em seu ninho. Em poucos minutos, tanto os gravetos como a exuberante Fênix ardiam em fogo, transformando-se em brasas vivas e depois em cinzas. Quando, porém, o fogo se apagava e a última centelha se extinguia, de repente emergia do leito de cinzas uma nova Fênix, muito mais jovem, forte e esplendorosa que sua antecessora. Contudo, ela possuía a mesma sabedoria milenar da outra, o que pôde consolidar, na mitologia egípcia, a certeza de que essa nova Fênix não era uma ave distinta. Era, sim, a mesma ave que, tendo jogado ao fogo toda a tristeza de sua alma, conseguiu renascer das cinzas do seu passado, de maneira espetacular, para uma nova vida de superação e de futuro.

 

Histórias para despertar a sensibilidade – Alexandre Dumont

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