Espiritismo é fé raciocinada

A mediunidade, que é a faculdade que possibilita a comunicação com os espíritos, não é atributo exclusivo do espiritismo. A mediunidade é de todos os tempos, faz parte da natureza humana. Ao espiritismo coube a tarefa de organizar as informações trazidas pelos espíritos, conforme se encontram em O Livro dos Médiuns, para maior esclarecimento sobre essa faculdade, de forma a que, o seu possuidor possa fazer uso da mesma sem prejuízo a si mesmo e aos outros. O desconhecimento dessa verdade faz com que, se atribua a prática mediúnica indiscriminada ao espiritismo, como vem acontecendo com os fatos que envolvem famoso médium de cura.

O Espírito Erasto, em O Livro dos Médiuns, Cap. XVI, item 196, comentando sobre os médiuns imperfeitos, dá-nos a seguinte classificação:

Médiuns obsidiados: os que não podem desembaraçar-se de Espíritos importunos e enganadores, mas não se iludem.

Médiuns fascinados: os que são iludidos por Espíritos enganadores e se iludem sobre a natureza das comunicações que recebem.

Médiuns subjugados: os que sofrem uma dominação moral e, muitas vezes, material da parte de maus Espíritos.

Médiuns levianos: os que não tomam a sério suas faculdades e delas só se servem por divertimento, ou para futilidades.

Médiuns indiferentes: os que nenhum proveito moral tiram das instruções que obtêm e em nada modificam o proceder e os hábitos.

Médiuns presunçosos: os que têm a pretensão de se acharem em relação somente com Espíritos superiores. Creem-se infalíveis e consideram inferior e errôneo tudo o que deles não provenha. julgam que nada mais têm que aprender no Espiritismo e não tomam para si as lições que recebem freqüentemente dos Espíritos. Não se contentam com as faculdades que possuem, querem tê-las todas.

Médiuns suscetíveis: variedade dos médiuns orgulhosos, suscetibilizam-se com as críticas de que sejam objeto suas comunicações; zangam-se com a menor contradição e, se mostram o que obtêm, é para que seja admirado e não para que se lhes dê um parecer. Geralmente, tomam aversão às pessoas que os não aplaudem sem restrições e fogem das reuniões onde não possam impor-se e dominar.

Médiuns mercenários: os que exploram suas faculdades.

Médiuns ambiciosos: os que, embora não mercadejem com as faculdades que possuem, esperam tirar delas quaisquer vantagens.

Médiuns de má-fé: os que, possuindo faculdades reais, simulam as de que carecem, para se darem importância. Não se podem designar pelo nome de médium as pessoas que, nenhuma faculdade mediúnica possuindo, só produzem certos efeitos por meio da charlatanaria.

Médiuns egoístas: os que somente no seu interesse pessoal se servem de suas faculdades e guardam para si as comunicações que recebem.

Médiuns invejosos: os que se mostram despeitados com o maior apreço dispensado a outros médiuns, que lhes são superiores. Todas estas más qualidades têm necessariamente seu oposto no bem.

“Deixai que se vão pavonear algures e procurar ouvidos mais complacentes, ou que se isolem; nada perdem as reuniões que da presença deles ficam privadas.” –

Estudando a doutrina espírita, estaremos aptos a perceber na prática mediúnica que buscarmos, a seriedade ou leviandade do trabalho realizado pelo médium. Nada do que não aceitaríamos de qualquer ser mortal deve ser aceito vindo dos espíritos. Devemos questionar mais severamente a prática mediúnica, se queremos obter bons resultados nesse intercambio. Espiritismo é fé raciocinada!

O Espírito Emmanuel, conclama:

Médiuns! A vossa tarefa deve ser encarada como um santo sacerdócio; a vossa responsabilidade é grande, pela fração de certeza que vos foi outorgada, e muito se pedirá aos que muito receberam. Faz-se, portanto, necessário que busqueis cumprir, com severidade e nobreza, as vossas obrigações, mantendo a vossa consciência serena, se não quiserdes tombar na luta, o que seria crestar com as vossas próprias mãos as flores da esperança numa felicidade superior, que ainda não conseguimos alcançar! Pesai as consequências dos vossos mínimos atos, porquanto é preciso renuncieis à própria personalidade, aos desejos e aspirações de ordem material, para que a vossa felicidade se concretize.

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